sábado, 29 de outubro de 2016

Idiotas


Quanto mel uma mulher pode verter?

Quanto desejo encerrados em meio as pernas,

aos sonhos e devaneios?

Posso lhe contar alguns...

Mas será que tens a habilidade para me ouvir?

Duvido muito. Raros são os machos que ouvem.

Raros os machos que conhecem os próprios desejos.

Quem dirá de um mulher.

Formatada em delírios.

Adentrar a alcova parece simples, não é?

Como se enganam os idiotas.

Dedilhar meu corpo não te faz homem.

Mas, com certeza me faz fêmea.

Explorar o corpo do amante me deixa mais faceira.

Faz os rios transbordarem de mim.

Garras passeiam pelas costas,

marcando um caminho para meus lábios.

As coxas, me atraem os olhos...

Tal bicho sinto-lhe o cheiro.

Atiça-me a língua o suor escorrendo...

De repente estou meio as pernas no amante.

As mãos agarradas a cintura.

E a boca...

Brinca, lambe...

Suga, respira.

Sinto o estremecimento dele.

Paro!

Observo.

O amante rendido, sorrio.

Meus olhos se voltam

para o mastro dele.

Iremos navegar em meio

as águas dele e as minhas.

Sinto cada puxada de ar dele.

Os cabelos esparramados

cobrindo-lhe o peito.

Minhas mãos agarram cada coxa.

Até levá-lo ao ápice.

Afasto-me.

Observo o corpo dele relaxado.

Enquanto engulo seu néctar.

Homem raro, amante satisfeito.

Mulher plena...

Aos idiotas, minhas desculpas.

Isso não é para todos.


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