segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Com outro amor



Quando entrastes em minha vida, meu mundo, te fiz somente três pedidos: Não me machuques, não me traias e não me julgues.  Não respeitastes nenhum deles e agora jazo aqui inerte e vazia. Roubaste-me tudo levianamente. Fostes perverso e cruel. Deveria eu saber que o amor que singelamente te ofereci seria meu maior erro. Deveria ter me mantido afastada e nas sombras. Só que teu brilho me chamava para mais perto, cada vez mais perto. E acabei cega. Não te maldigo, não te odeio. Somente lhe tenho amor. Amor insano que mesmo depois de tudo aqui permanece em meu peito, sangrando e desperdiçado. As lágrimas já abandonaram meus olhos. Estão represadas na alma. Quiser não sentir, não permanecer mas, esse maldito sentimento faz com que escolha sofrer. Tuas palavras me deixam com um gosto amargo na boca. E as minhas são somente ecos. Cerro os olhos, fingindo que nada acontece. Que a dor não existe. Tonta que sou. Porque a cada vez que te vejo esqueço tudo e penso somente em te ver feliz. O medo de voltar a estar só e o vaticínio sobre esse fato, sempre esteve presente e tu o negaste veementemente. Pena que não cumpristes tuas próprias palavras. Nada te cobro, amor não se cobra e muito menos se implora. Estática em meu lugar observo o quanto te afastas dia a dia. E o pior não tenho mais lágrimas para chorar. Então fico aqui em lugar nenhum, em um limbo qualquer. Bano da minha mente as imagens tuas com outro amor. Bano de maneira brusca teu sorriso, teu olhar, teu toque, para logo depois reviver tudo isso me machucando mais uma mais. Digo a mim mesma que o tempo irá curar a ferida. Enquanto rio sarcasticamente de mim mesma, sabendo que amor, amor de verdade não se esquece. Soterra-se dentro do peito e segue-se em frente. Mentindo a si própria que esqueceu, que já não dói. Somente para continuar um dia após o outro. Mas qualquer coisa, música, livro, poema, me faz lembrar que não te esqueci. Que esse maldito sentimento está aqui me torturando a cada instante. E de nada adianta dizer adeus quando se quer dizer fique. De nada adianta manter-se a margem quando se quer ser embalada por braços que estão ocupados com outro amor... Com outro amor.


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