quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nada mais

Em um momento de insanidade ou sanidade, tanto faz, senti meu peito inflar de dor e minha alma estourar em um milhão de pedaços. Não há mais nada a fazer a não ser me entregar ao destino. Cansada e triste me sento aqui a rememorar doces palavras e nada mais. Já sentiu algo parecido? Olhar em volta e não ver nada além de nada? Estou sem forças e sem vontade de prosseguir. Morte é o que me espera. A cada dia mais próxima, sinto seus dedos, o roçar de suas vestes. E em meio a dor que sinto agradeço e peço venha logo. Não pertenço a lugar nenhum. Não há mais esperança em meu coração dilacerado. Não é culpa de ninguém, somente minha. Sou inadequada, sempre fui.  Estou gritando em desespero para o nada. Não há ninguém para ouvir. Ir para onde? Se não vislumbro caminho algum? Percorrer estradas e mais estradas para voltar a minha solidão. Fecho os olhos para ver um rosto amado. Lembranças somente lembranças. Estou cansada e quero dormir e não acordar mais. Sonhar com amor e sentir que tudo ficará bem. Tola que sou! Calo minha mente e coração. Nada de sonhos para mim. Permaneço nesse espaço, nesse tempo e nem sei porque. O que sei é que amor e amar não devem ser a mesma coisa. Encaminho-me para a cama desejando simplesmente dormir e nada mais. Nada mais.

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