quinta-feira, 29 de maio de 2014

Enfim


Em algum lugar perdida no tempo encontro a mim mesma. Já não sei se estou viva ou não. E na verdade que diferença faz? Os dias e noites se repetem em uma continuidade tão banal, tão sem razão. Observando o ir e vir da multidão me pergunto: Por que? Para que? As respostas são como todo o resto banais. Será que também eu virei algo banal? Provavelmente sim. Hoje nem tristeza consigo mais sentir. Meu coração lembra um copo vazio de alguma bebida barata. Pensamentos sombrios. Talvez o desejo da morte me faça escrever assim. Talvez seja só uma forma de expressar a mistura de sensações que atravessam essa alma em momentos como esse. O distanciamento é uma forma de autopreservação. Uma forma de manter a tão falada sanidade. Mas para que? Para parecer apresentável a sociedade, a família. E por que? Tantas perguntas e tão poucas respostas. E muitas vezes as respostas machucam mais, a verdade é realmente cruel. Um grito corta meu silêncio, vindo do âmago do meu ser. Ansiando por liberdade, por tudo que soterrei dentro de mim. Forço-me novamente ao silêncio. Nada quero com essas sensações, não quero me perder novamente. Mas perder o que ou como? Se não saio do estado que me encontro. Há uma guerra dentro de mim. E sinceramente não sei quem poderá vencer ou se haverá um vencedor. Acendo mais um cigarro, bebo mais um pouco de café e olho para o lugar onde estou. Tudo parece estar no seu devido lugar, menos eu. Enfim é só mais um dia, mais uma noite...

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