sexta-feira, 27 de setembro de 2013

OBRIGADA!!!


Há uma frase que não me sai da mente: Amar é para poucos.
Realmente o exercício do Amor é delicado, frágil e forte ao mesmo tempo. Amar também é silêncio.
Como disse o poeta em um show: Alguém aqui já sofreu por amor?
E quando a multidão respondeu: Sim.
O poeta lhes revelou: Então não era amor.
E essas frases rondam meu ser constantemente.
Por que confundimos amor com dor?
Por que nos armamos para o fim da história?
Sempre pensando que não irá dar certo, que algo irá mudar e coisas assim? Estar aberto ao amor é algo tão necessário como o próprio ato de amar. Permitir que o outro saiba quem se é e como se pensa, faz parte do estar pronto a dar e receber amor. Muitas vezes ao longo da vida pensamos que estamos amando, mas será mesmo amor?
Amor não é somente algo físico, isso é desejo, e como tal passageiro. Não é também paixão, geralmente essa sensação é avassaladora, intensa e fugaz. Amor tem haver com aceitar o outro como é. Tem muito de amizade e companheirismo. De estar pronto a calar quando a tempestade está desabando sobre os ombros.
Pequenos gestos que outros não notam é o que constrói uma história de amor. Um cafuné, uma dura, um beijo, uma briga, também fazem parte desse constante movimento que é o amor. Quem pensa que amor é algo estagnado, está enganado. Amor se renova o tempo todo.
O que desgasta uma relação são conversas não terminadas, são pensamentos que não se compartilham justamente quando se quer fazer isso.
Somos seres estranhos na verdade. Vivemos em busca do amor e muitas vezes ao encontramos, o jogamos fora, talvez por não ter a sensibilidade necessária para encarar tudo o que esse sentimento acarreta.
Palavras são palavras. É verdade, mas elas tem peso, tem medida, podem criar ou destruir. Tudo depende de como se usa.
As vezes amar pode ser solitário e outras tão em conjunto que nos faz suspirar de felicidade. 
Ah! Sim felicidade são momentos, eu discordo, mesmo quando a vida é dura conosco, se soubermos ver podemos descobrir motivos para sermos felizes. Amor é um deles. Não importa se é de pai para filho, de homem para mulher, de amigo para amigo. Não deixa de ser amor.
Em um mundo tão materialista como esse, nota-se o quanto os sentimentos são considerados descartáveis, o que vale é o que se tem, não o que se é.
Ainda bem, penso eu, que não somos todos assim. Talvez daqui a alguns anos voltemos a acreditar em sentimentos, ou melhor, voltemos a acreditar na raça humana.
Fico me perguntando em qual momento nos perdemos, quando deixamos de acreditar em amor, amizade, carinho e todo o resto. Estamos vivendo os tempos virtuais. Onde nada é o que parece. Onde cada um usa várias máscaras. E os que não usam são chamados de mentirosos. Uma enorme inversão de papéis.
Hoje não se sabe mais quem é o mocinho ou o bandido. Há quem diga que o sexo feminino prefere os homens maus, os chamados bad boys, é bem possível que isso seja real, diante do quadro que venho observando.
Ainda prefiro o mocinho, o correto, o justo, o verdadeiro. Devo estar ultrapassada, mas fazer o que? Não sou mais uma menina ou uma adolescente. E analisando agora, na minha adolescência os bad boys eram os meninos que fumavam, ouviam rock, bebiam, falavam palavrões e sempre chegavam atrasados. Nada comparado com a imagem que se tem hoje. E mesmo eles acreditavam no amor.
Sinto-me assustada com a falta de gentileza, com a falta de educação. Será que ninguém mais usa: Bom Dia. Boa noite. Obrigada. De nada. Que mundo é esse? Onde o que vale é uma imagem bem montada? Sendo que é fácil se montar qualquer tipo de beleza usando as ferramentas da internet.
Acreditar no amor, e ser capaz de amar é um exercício constante. Há que se ter uma vontade férrea, um desejo sincero de compartilhar a vida um do outro. Não só momentos. Vida. Acreditar que vale a pena. Entregar coração e espírito.
Acredito que o amor seja o encontro de espíritos não iguais mas que se complementam sem perder sua individualidade. Quando um dos parceiros perde a sua, deixa de ser amor, passa talvez a ser posse. Ou talvez tenha um outro nome, eu não sei. Penso que apoiar um ao outro durante a jornada nos faça mais fortes, mais corajosos. E um cafuné sempre cai bem. Sentir-se confortável com o outro é algo tão bom e tão raro hoje em dia.
Gostaria que soubesses que é assim que me sinto. Mesmo quando tudo parece ir contra, quando o silêncio pesa, quando estamos distantes. Posso sentir-te. Ouço tua voz dentro da minha mente.
Compartilhar momentos tensos faz parte do amor também. Admitir que algo não está bem, é um passo para que se possa acertar situações. Sempre há um modo melhor de lidar quando podemos conversar.
Quando podemos contar com o companheiro que escolhemos. Muitas vezes preferimos nos fechar e isso afasta o outro e magoa.
Palavras duras ou meias palavras, podem ser interpretadas de várias formas. O melhor é esperar a tempestade acalmar e conversar. Sim devemos viver um dia por vez. Mas se não cuidarmos do dia que estamos vivendo, ele se perderá e não poderá ser recuperado.
Amar é cuidar também. É aceitar quando o outro não quer conversar. E manter silêncio. Por mais duro que seja. É não ouvir a voz do amado, quando o que mais se quer é justamente ouvi-la...
Amar é tudo o que fazemos, todos os dias um pelo outro. Os pensamentos que enviamos, o que falamos, o que não falamos. Nossos desejos expressos ou não. Os sonhos acalentados.
Mas quem só pensa no dia de hoje, pode não ter tempo para o futuro... Ou talvez eu esteja errada.
Só sei que amar você me fez descobrir que acredito piamente nesse sentimento.
Então mesmo que você não leia, quero lhe disser:
Obrigada!!!

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