quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dia!

Já são 7 horas da manha, mais uma vez, mais um dia... Nem sempre me reconheço. Notícias tristes já não me fazem sentir tanto, as alegres também. Será que estou em um tipo de torpor? Será a isso que chamam de maturidade? Sinceramente espero que não; Espero que essa sensação vá embora e me deixe em paz. Ultimamente anda difícil algo me tocar. Mas como sempre há algo que quando toca, toca profundamente. Ainda estou tentando entender esse sentimento e o porque dele surgir. E mais dele permanecer, mesmo contra todas as minhas expectativas. Analisando de um modo frio, isso que estou sentindo pode ser que não dê em nada, pode ser que seja somente carência, ou sei lá o que mais alguém possa disser que é. Mas, será que importa o que os outros digam? Não, na verdade nem um pouco. Afinal ninguém está dentro do meu coração ou espírito para saber como me sinto e como fui tocada. Tocada na alma, nos meandros dela. As vezes por simples palavras ou mesmo por aquelas que de uma forma ou outra acabam machucando. Pensei em deixar para lá, em deixar ir e permanecer estática, sem nada fazer ou falar. Na hora em que tudo começou a se desenrolar, falei e fiz. Senão tivesse feito nada, teria ido contra meu desejo e meu próprio ser. Esse sentimento ainda é novo e essa experiência é mais ainda. Tento manter em mente que tudo pode ruir de uma hora para outra, sem aviso, sem motivo. No fim nada disso importa. Importa o que me faz querer ouvir aquela voz, querer saber como está. Sei que não há toque físico, sei também que o que existe é algo frágil e muito delicado. Que embora palavras sejam elas escritas ou ouvidas, podem ser como ele mesmo diz, só palavras. Acontece que não posso mais parar essa roda da fortuna. Tentei com todas as minhas forças parar, dar um basta. Mas ao perceber a falta que sinto, desisti. E me perguntei: Quero mesmo que ele parta? Que não conversemos mais? Que eu seja excluída da vida dele? Então as respostas vieram avassaladoras e tempestuosas. Estava mentindo para quem? Para ele ou para mim mesma? A resposta embora seja óbvia demorou para me atingir; Estava mentindo para mim e por conseguinte para ele. Respirei fundo e dei um passo para a frente. O que tinha lá? Claro, um abismo. Somos cercados por ele, conscientes disso ou não; A cada ato, palavra, gesto, o abismo está ali, aguardando calmamente nossos passos. Nem sempre ele nos engole, as vezes conseguimos saltá-lo. Ainda mais quando se tem mãos estendidas para nós do outro lado. Estou aprendendo a me abrir, a permitir que ele entre em meu mundo. Isso ainda me assusta. Talvez porque carrego ainda lembranças de feridas antigas. Talvez por ele saber coisas que muitos não sabem. Ou porque essa experiência tem demonstrado o quanto sou ingênua em pontos onde não deveria ser assim. Sinto-me enriquecida e ao mesmo tempo com medo do que as vezes pressinto. É como se houvesse um pisca alerta me avisando a cada passo: CUIDADO!!! Mesmo assim sigo em frente. Tendo em mente máxima: O que não mata me fortalece. Espero que seja realmente isso. Porque ando cansada de sofrer. Mas, não consigo parar e não quero. Quero tudo o que pode acontecer, tudo mesmo que machuque... Mesmo assim quero viver o que está acontecendo... Mundos separados e ao mesmo tempo interconectados. Desejos não expressos mas que pairam entre nós. Silêncios recheados de significados. Conversas onde a risada impera. E por vezes um certo quê de vamos dar mais um passo... E assim a história continua...


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