domingo, 10 de junho de 2012

Impulsos... (título provisório) Introdução Parte 1


Ahhh, o hedonismo. Sedutor, consumista e inconsequente. Diria que hedonismo é o inimigo número um do idôneo, ético e sensato. Mas como ele nos fascina. Sem tempo, sem conceitos, sem limites para o que busca. Qual o preço do desejo? Ou qual é seu catálogo? (risos)
Falácias à parte libertem-se para ler, libertem-se para compreender, libertem-se para sentir.
Julgamentos, fogueiras e penalidades deixem para os hipócritas que acreditam saber tudo de você quando não se sabe nada.
Como diria o Romancista João Guimarães Rosa: "Felicidade se acha é só em horinhas de descuido..." se começa a descrever algo que acontece, mas em que e como acontece? Acredita-se que o acaso conspire, que o coração transborde, que os sentimentos agucem ou que o desejo surja. Só se percebe como é interessante a distancia. Como dois mundos se encontram, quão longe estão, aplaca-se a necessidade em conhecer, tocar, sentir.
É intrigante a curiosidade em conhecer, em interessar e há que ponto pode-se chegar quando surge um alguém. É como conhecer outro país, outra cidade, outro lugar ou uma nova oportunidade de viver a vida. É cativante sentir isto, as expectativas entram em atrito com a razão, a respiração acelera e você deixa de mensurar o que passa a fazer em virtude deste interesse.
O conflito de personalidades que para muitos é tortuoso, para ambos tornam-se um atrativo, em certos momentos torna-se o poder determinante para aguçar os sentidos e as emoções.
Quantos gostos, quantas coisas em comum podem surgir de um encontro? E quantos desejos e imaginações podem surgir de alguém que não sabemos quem é ou como exatamente é? Qual é a sua descrição? Qual é o seu momento idealizado? Ou quais são seus desejos mais obscuros ao que obter nela?
Hummm...
Imaginar ela que tem uma pele macia, branca como a neve, com cheiro de desejo, voz suave e tentadora é algo que atina os desejos de um Dom. Seus cabelos soltos e seus lábios rosados a denunciar o que ela tanto deseja. Sem dúvida, faz um Dom sair de onde estiver para encontrá-la. Mas ela existe ou é fantasia?
...Ao acordar no meio da noite ele se depara só em sua grande cama naqueles meses frios do outono e logo lança os cobertores longe dele, está febril, suado, cheio de excitação. Seu pau lateja duro em uma de suas mãos fortes, é perceptível que as veias saltando e certamente vermelho estava. A cama toda suada e um cheiro selvagem no ar. Ele sonhara com ela que há pouco tempo conhecia. Em certo momento ele descobre seus conflitos internos, indaga-se internamente o porquê deste desejo forte no meio daquela madrugada fria, e como ele pôde repentinamente sentir isto. Mas seu pau latejante de dor e desejo em sua mão lhe faz perceber que é ela que ele quer!
É ela quem ele deseja possuir e sentir aquele sabor perfeito do prazer!
Nada saí da mente dele que não seja a única imagem e palavras que ele recebeu dela. Quanta vontade, ansiedade, angustia e desejo. Ele se sente um animal no cio. E ri sadicamente do que pode imaginar dela. Quanta raiva por ela não estar ali misturada ao desejo de possuí-la! Ele se masturba com força, apertando-o bem para sentir a dor da boca e garganta dela como se a tivesse ali. Ele cospe até lambuzar sua mão imaginando ela lambuzando com sua boca macia e selvagem. Tudo dele misturando assim a todo o seu suor e trazendo à tona parte do cheiro perfeito que não pode ser completo, pois ela não está ali.
Ele se imagina segurando ela pelos cabelos com uma mão e com a outra se masturba de forma descontrolada. Diz palavrões, insultos, elogios, gemidos e sussurros. É o prazer dele em sentir aquela sensação. Ele não nota que está só no quarto, fecha os olhos e expande sua mente, está pensando nela, na verdade esta com ela ali. Ela esta no mundo dele, o que era para ser um alguém qualquer, torna-se o combustível de seus sentimentos e emoções. Este Dom de forma agressiva permanece masturbando-se e desfere tapas em seu pau, quer o autoflagelo como forma de punir-se por ela não estar ali. E em curtos lapsos seu corpo contraiu, seus músculos ficam mais rígidos e ele sente a ausência dela, e por um momento goza jatos fortes de prazer e seu abdômen, ele desconhece o fim desta sensação de êxtase e permanece se masturbando, mas infelizmente retoma em segundos a lucidez: O quarto, a cama, os lençóis úmidos, o frio e ninguém lá que não seja ele. Todo seu gozo quente em seu corpo que tanto ele imaginara ter jorrado naquela boca aveludada de sua Sub desejada estava ali nele.
Olhando para o vazio ele não compreende o que ele fez ali, tamanha sua frustração ele põe-se a espalhar com seus dedos grossos aquele gozo em sua barriga imaginando que ela surgiria em sua mente limpando-o com a língua, ele fecha os olhos e a sente novamente!!! Sorrindo de joelhos olhando para ele, a língua dela a salivar e gotejar sobre o chão. Ele com os dedos colocam aos poucos aquele néctar do prazer na boca dela de forma gradual para observá-la com olhar de gratidão e desejo de mais. Aqueles olhos brilhantes dela, encantada, feliz em estar ali. Ele satisfeito a cada pouco que dá na boca dela, agacha-se para beijá-la em forma de carinho e gratidão por ela estar ali. Mas de repente ela some!
Ele abre os olhos e nota que seus dedos estão de fato lambuzados e em sua boca ele percebe o seu próprio sabor degustado aos poucos. Ele se levanta da cama e ruma ao banheiro para tomar um banho e pensar.
Durante o banho ele pensa em tudo o que aconteceu naquela noite, não é normal para ele, não é comum pelo que ele sabe de sua vida. Tamanhos impulsos se conduzem à perdição de sua imaginação. Ele ainda não percebe, mas já não consegue a removê-la de sua mente. Após o banho se encara no espelho e tenta enxergar em sua própria face algo de errado, como se fosse possível estampar ali tamanha transformação que lhe ocorre.
Saindo do banho ele senta em uma cadeira e nu abre a sua garrafa de vinho, acende um cigarro e fica com os pensamentos a vagar pela noite. Ele percebe que deixou ali de lado toda a defesa dele.
O Dom se deixou dominar pelos seus desejos intensos, o Dom voltou a desejar fortemente encontrar a sua sub. Após isto ele retorna em sua cama e volta a adormecer...

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