quarta-feira, 30 de maio de 2012

Busca...

A noite se faz e eu mais uma vez estou aqui. Desejando, ansiando, almejando. Mas por que ainda faço isso comigo? Por que insisto? O corpo treme e o espírito vibra de tal forma que pareço ser energia pura. Mesmo não acreditando mais ainda estou aqui. Ainda procuro por algo que nunca posso tocar. O que mais dói é navegar sempre contra a maré. É sempre chegar atrasada ou nem chegar. Essa ânsia não me deixa um instante. Parece até uma capa que me cobre o tempo inteiro. Sou forte, encaro a vida de frente mesmo quando ela só me trás desamparo, mesmo quando não aguento mais estar aqui. Almejando a benção do esquecimento. Fecho os olhos. Arranco da mente imagens desconexas. E simplesmente percorro caminhos que conheço e outros desconhecidos. Não olho para o que deixei no passado. E nem mesmo encaro o chamado futuro. Tenho vivido um dia de cada vez. Procuro não me agarrar a esperanças idiotas que me farão sofrer. E quando dou por mim, estou ali rendida, entregue ao sonho do pertencer. Entro em desespero. Xingo e esbravejo, grito com as paredes, bato pé e me jogo na cama. Como faço isso comigo mesma? Por que preciso tanto desse lado? Não posso simplesmente seguir em frente? Analiso minha mente e meu corpo. A resposta vem como um choque. Fico aqui, porque sou assim, preciso de algo que somente nesse universo posso encontrar. Sento-me em silêncio, cruzo as pernas embaixo do corpo, buscando o equilíbrio, medito, respiro e no final choro, a angústia toma conta de mim, uma onda avassaladora, depois disso respiro melhor. Estar nesse universo que muitos dizem ser habitado por doentes não me choca e nem mesmo me deixa apreensiva. Quem fala que somos doentes talvez no fundo não saiba quem é ou mesmo nem saiba lidar com a própria libido. Por que tudo tem de ser rotulado? Por que tudo tem de estar certo ou errado? Ao inferno isso tudo. Quando pertenço, sei quem sou. Quando me dobro, me ajoelho e me rendo, sei exatamente porque o faço. Inferno e Paraíso habitam meu ser nesses momentos. Luz e Trevas fazem meu espírito ser completo. Mordaças me fazem falar sem palavras. Vendas me fazem enxergar. Velas me clareiam a pele. Chicote me faz bem. E muitas outras coisas que só quem já as sentiu pode comensurar. Mas acima disso tudo, de todas as técnicas e maneiras há um ser que tem a maior importância, o DONO, aquele para quem todas as minhas dores, prazeres e desejos são canalizados. Todo meu ser é centrado nele e voltado para sua satisfação plena. Sem ELE, não há submissa, fêmea ou mulher completa. Só alguém nessa busca insana. Alguém que chora e se desespera. Alguém que sofre. Só existe um quase eu. Assim caminho e sobrevivo. Tentando me livrar desse sentimento, faço uma descoberta assustadora, não há como. Ele está enraizado em mim. E por mais que me debata, esbraveje e xingue, essa busca irá continuar. Mesmo indo contra o que eu digo continuará porque só sou completa, quando sou submissa, quando me entrego sem restrições a ELE. Droga! E assim continuo... Buscando... Desejando... Precisando pertencer...

2 comentários:

Diannus disse...

Belas palavras. Doces emoções.

Ser submissa é viver emoções intensamente, sejam quais forem.

Um(a)submisso(a) não é completo(a) se suas emoções, desejos e vida não forem canalizadas para seu Dono(a).

Yasmin Sub disse...

Boa Noite Diannus.. Belo nick!

Concordo quando falas em canalizar as emoções para o DONO, o problema é quando essa figura não existe.

Não deixo de ser submissa por não pertencer, muito embora me falte o principal... Aquele que irá receber e extrapolar todo esse potencial que existe em qualquer submissa....

Beijos

Yasmin