domingo, 7 de agosto de 2011

Ser ou não ser

Resolvi fazer esse texto após uma conversa com uma amiga querida. Todas nós temos nossas dúvidas e momentos em que simplesmente não sabemos o que fazer, onde ir e muito menos com quem conversar. Isso no mundo dito normal, agora imaginem isso tudo e muito mais no contexto BDSM? É um terror, a submissa não sabe com quem conversar ou não. Se pode confiar nessa ou naquela pessoa. E muitas vezes quebra a cara. Vamos a exemplos, não resisto, sorrindo aqui. Algumas mulheres ao adentrarem o meio BDSM são recepcionadas por Dominadores ou não, mas a questão por enquanto não são esses Senhores... Aí são irformadas do que se espera delas. Certo? Talvez, mas na realidade o que eles fazem é falar da forma que vêem e sentem o meio. Dos seus desejos e vontades. Errado? Não. Afinal somos adultos e aceitamos correr o risco. Certo? Sim. Agora falemos das submissas assumidas que portam ou não coleiras. Como elas poderiam ajudar as novatas se resolvessem conversar. Se não permtissem que o ciúmes levassem vantagem sobre elas. Ahhh!!! Muitos dirão: Submissa não pode sentir ciúmes. Submissa não interferir em como o Dominador age. Teoricamente está correto. Agora vamos a alguns fatos que muitos já viram e ouviram por aí. Antes de mais nada vale esclarecer que a submissa é uma mulher que tem todos os sentimentos inerentes ao ser humano. Então não sentir ciúmes, é algo que ela terá de aprender... E muitas nunca vão conseguir. Por que? Simples porque nem todo mundo se conhece e sabe até que ponto ir. E ultrapassa o limite e aí com certeza vai se machucar. A culpa é do outro?? Claro que não! É sua, e de mais ninguém. A submissa não pode interferir em nada em relação ao Dominador. Sim está correto, mas aqui cabem algumas considerações: Quando eles estão ainda na fase da conversa tudo é bonito, cor de rosa, até podemos dizer romântico. Depois de tudo acertado, o que acontece? As submissas de plantão me corrijam se estiver errada, por favor, muitos, o que não são Dominadores de verdade, simplesmente deixam a submissa largada por aí, sem se dignar a pelo menos explicar o porque daquela atitude. Outro exemplo: Eles mal começaram com as chamadas sessões e o tal já arrumou uma irmã de coleira. E a submissa fica sem saber o que fazer e muito menos o que não fazer. Eles não conversaram antes, ele simplesmente decidiu... É um direito dele? Sim é. Mas que deve ser exercido quando o mesmo tem inteiro controle da situação e da sua peça, e não quando a submissa nem sabe se é ou não uma submissa. Não se esqueçam que lidam antes de tudo com mulheres, que nem sempre são objetivas. Falando sobre ser ou não ser. Vamos lá. Não é fácil se descobrir submissa. Como não é fácil ser mulher. Os homens nem imaginam como é complicado ter de lidar com vários hormônios e todo o resto, isso sem faalr em TPM, que eu não tenho graças aos Anjos e Demônios... Aí um belo dia você acorda e seus instintos te levam procurar esse meio, onde pretensamente se vive o prazer. Mas quando começa a fuçar e tentar se relacionar, algumas pessoas são frias e distantes, outras nem sabem conversar... Aí a submissa fica mais perdida ainda. E pode encontrar os espertalhões que vivem de plantão e se dar mal. Exemplos? O cara diz ser Dominador e não sabe nem empunhar o chicote. O que vai acontecer? Alguém vai se machucar, só não se sabe se será ele ou ela.  Fora os que procurarm sexo por sexo. E confundem submissa com qualquer outro tipo. E elas caem por não saberem ainda distinguir. Seria bem mais fácil pra quem chega ter uma ajuda das que já sambaram muito. Eu me disponho a isso todas as vezes que as novatas se aproximam de mim. Converso, explico. Boto a boca no trombone. Afinal elas estão chegando agora e precisam de ajuda e apóio. E precisam ter uma visão mais clara do que é esse meio. Um meio onde transitam sadomasoquistas, dominadores, submissas, sádicos, fetichistas, uma gama variada de pessoas e de desejos. Como saber onde se encaixar? Simples, vá experimentando. O que te der prazer é a tua praia. Não existem rótulos e nem certezas absolutas. O que existe é sua vontade, seu desejo e o que fará para que eles sejam realizados. Terá de caminhar com calma por esse mundo e acima de tudo não abrir mão do que realmente deseja. Parece simples? Sim parece, mas posso garantir que não é. Tente e verá...

2 comentários:

Anônimo disse...

Até um animal tem sentimentos. Uma pessoa que domina deveria saber disso. O que dizer então de uma pessoa que se submete, não por incompetência, mas sim por confiar no outro?eria saber disso. O que dizer então de uma pessoa que se submete, não por incompetência, mas sim por confiar no outro?

yasmin so yasmin disse...

Diria que ela sabe das coisas!! E mais que esse tipo de amor é intenso demais, e que nem todos estão aptos a vivenciar... Beijos Anônimos...