sexta-feira, 11 de março de 2011

Ontem



Passei tanto tempo almejando estar com Ele, que simplesmente não acreditei ao constatar que o fato era real, que podia tocar e sentir, ali bem na minha frente em meio a multidão que passava pra lá e pra cá. De repente tudo e todos sumiram. Só conseguia perceber Aquela presença. Respiração presa na garganta, coração querendo pular pra fora do peito. Calma submissa eu dizia a mim mesma. Não esqueça de respirar. Fomos caminhando, conversando e eu admirando o quadro que visualizava. Ele caminhava resoluto, perguntas soltas, meios sorrisos e inteiros também. Caminhamos muito subindo e descendo ruas. Era noite por vezes batia um ventinho gostoso mesmo assim comecei a suar, por vezes limpava o suor que escorria pelas costas, pescoço e rosto quando de repente Ele pergunta: Te incomoda? Respondo que o suor escorrendo pela roupa me incomodava, sorriso Dele e assegura: Gosto disso. Fico em silêncio, continuo a caminhar tomando cuidado para não limpar o suor que escorria pelo meu corpo. Não tenho noção de quanto tempo caminhamos só que estava cansada ao adentrar o táxi, fomos para o local apropriado, ainda para ajudar escadas. Penso comigo mesma: Ah não!! Ele vai na frente e eu fico admirando Aquela bunda delineada pelo jeans e suspiro. Entramos no quarto, silêncio e do meu lado timidez, mesmo agora, ainda me sinto tímida e retraída, Ele com certeza percebe, tira a camisa, ai meus deuses penso comigo. Aí vem a ordem: Tire a sua também. Executo sinto pelo olhar Dele que é pra tirar tudo, me dispo. Recebo beijos e tapas, só para me recordar de como é. Ele se senta na beirada da cama vou até ele e me entrego ao prazer de sugá-Lo. Mas pra Ele não é só isso, seu prazer é sentir a submissa engasgada, com ânsia de vômito e mesmo o vômito, a baba e o cuspe escorrendo pelo membro. Nem sabia que gostaria dessa prática, mas gosto. O gosto Dele é uma delícia, quando me lembro posteriormente sinto água na boca. Sentir Aquele corpo é algo inebriante, me deixa em êxtase. Enquanto Ele dormia fico admirando cada parte, cada centímetro Dele em um silêncio profundo, com medo de O acordar. Quantas vezes durante nossa conversa tive vontade de vontade de tocar Aquela boca, os braços, o peito, as pernas, a bunda e o membro. Mas me restringi ao que me era ordenado. As vezes parece que Ele percebia meus desejos e sorria. Em alguns momentos nos tocávamos acidentalmente durante nossas conversas. Tenho o hábito de cobrir meu corpo com o travesseiro, me sinto tímida com a minha própria nudez. Durante algum tempo Ele só observou não fez nenhum movimento, não falou nada. Até que ordenou: apóie o travesseiro atrás da cabeça. O movimento natural em mim foi agarrar o travesseiro Ele só me olhou, aceitei o comando. Deixei meu corpo nu. Novamente aquele sorriso sádico e  meu silêncio. E assim a noite foi passando. Mais uma que guardarei em minhas memórias. Ao amanhecer saímos do refúgio, cada um já dentro da sua realidade, mas conectados ainda. Na hora da despedida um abraço e um agradecimento. Também agradeço, pela noite absolutamente atípica e proveitosa dentro e fora dos contextos. Ainda sinto minha garganta doer e certa dificuldade em engolir. Mas com certeza valeu a pena. E quando Ele me chamar novamente estarei pronta a vivenciar experiências as mais variadas possíveis, dentro dos meus limites. Agradeço por compartilhar comigo Teu prazer e mesmo Teu tempo tão precioso e corrido. Não pedirei nada, nem questionarei. Estarei em estado de espera. Bem sabes disso não é??

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