domingo, 27 de março de 2011

Final de Semana

Mais um acabando e eu aqui, sem nada melhor para fazer do que escrever. Minha mente anda me pregando peças. Fico aqui esperando um telefonema, um e-mail, qualquer coisa. E só para variar nada de novo. Adoraria postar só experiências gostosas e esclarecedoras sobre o nosso mundo mas, sem um vislumbre de algo novo no ar fico aqui rememorando os bons e maus momentos já vividos. Ainda bem que os bons superam os maus. Cada um deles me deixou marcas indeléveis na alma. Quando converso com as pessoas do meio evito explorar demais os que não valeram tanto a pena. Até porque experiências ruins todos tiveram. Sejam Dominadores ou submissas. Mas como nossa história não pode ser contada como um conto de fadas, vale rememorar alguns fatos desagradáveis que podem servir como um alerta aos que chegam. Minha primeira experiência nesse mundo foi um tanto frustante. Não citarei nomes, porque eles aqui não cabem. E além do mais esse acontecimento já virou passado. Algumas pessoas com certeza se lembrarão, pois estavam em minha vida já naquela época. Preparei-me para esse acontecimento durante quase dois anos. Nesse tempo era tudo virtual. Ordens e mais ordens. Como me portar ou não. Com quem falar ou não. Tudo bem, segui a cartilha como manda o figurino. Ou seja não questionava nada do que me era dito, confiava de olhos fechados na figura do Dominador. Isso não quer dizer que os outros sejam como aquele foi, mas alguns são. Com o tempo passei a me impacientar. Já sei, alguns dirão que isso não é papel que submissa deva assumir. Mas é a pura verdade. E vou explicar porque daqui a pouco. O tempo foi passando e nada de se chegar a uma conclusão, um dia ele sumiu. Sem dizer nada, sem nem ao menos se despedir. Levei um susto tremendo, e me senti manipulada. Uns três meses depois eis que ressurge. Voltamos a conversar, mas os amigos, já cientes do que poderia me acontecer, começaram a me aconselhar, cuidado... Nunca nenhum deles ou delas, ultrapassaram o limite, sempre cuidadosos e carinhosos. Aí começaram várias cobranças, não podia mais conversar com amigas, só as que ele autorizasse. Dominadores então nem pensar! Só tínhamos um pequeno problema a comunidade Sentimentos BDSM que fora fundada por mim. A solução, imaginem? Sim, tirar a propriedade dessa submissa. Bom aí devo admitir não deu muito certo. Briguei pelo que considerava meu direito. A comunidade havia sido fundada por mim, um lugar para se conversar sobre BDSM e brincar, onde todos eram e são bem vindos. E de repente alguém a queria tirar de mim. Virei a mesa, disse: NÃO!! Foi a primeira derrota dele. Por fim, contornamos a situação, ele passou a ser um mediador. Mas, alguns tópicos não eram bem vistos. Não entendo até hoje o porque daquilo. Analisando hoje percebo que naqueles tópicos se encontrava a verdade sobre o que se esperar de um Dominador. O tempo passa, avançamos mais alguns meses. Começo a perceber pequenas mentiras, meias-verdades. E me silencio. Não quero acreditar que poderia estar errada. Fecho os olhos a tudo e a todos. Nenhum aviso, nenhum toque de nada adiantaria. Embarco naquela viagem de olhos fechados. Afinal esperara quase dois anos pela realização do meu sonho. Devo aqui ser bem sincera, minha iniciação já havia acontecido. Na época em que o Dominador sumiu por uns três ou quatro meses, amigos me convidaram para ir até um clube. E minha curiosidade e desejo venceram meus medos e minhas inibições. Posso dizer que essa noite está hoje ainda em minha memória, como uma das mais perfeitas. Mas, isso é material para outro post. Essa noite virou poesia e foi parar na rede, acredito que esse é o motivo dele ter voltado.Fui crivada de perguntas e por fim ele marcou a data da minha viagem. Passei meu telefone para uma amiga, me preparei como toda submissa faz e embarquei. Quando cheguei ao meu destino fui bem recebida, hospedada num hotel muito gostoso. Quando ele saiu dizendo que voltava à noite, liguei para minha amiga,. avisando que estava bem e que por enquanto tudo ia dentro do esquema. A noite chegou e o trouxe. A primeira parte da noite foi agradável. O problema começou quando definitivamente fomos para a sessão. Ele quis rememorar minha iniciação e me postou encostada na porta do quarto, levei muitas chicotadas, penso que se equipararam a minha iniciação. Essa parte foi memorável. Depois as velas e os clamps... Até aí tudo correu muito bem. A parte de satisfazê-lo com a boca também, embora não houvesse da parte dele um mínimo de estímulo. Mas, o pior estava reservado para o final. Ele me mandou para o banheiro, me ajoelhei e ele urinou em mim, a chuva dourada... Nada demais certo? Certo. Na verdade depende muito do grau de excitação em que os dois se encontram nesse momento, pode ser algo maravilhoso ou desastroso. Nesse caso em especifico, foi um desastre. Só superado pelo comando: Venha cadela sentar no meu caralho! Ok! Mas sem estimulação, sem lubrificação? Sim sem nada disso. Resultado foi um terror. O pior que é algo relativamente fácil de ser executado. Até porque não é uma prática usada só no contexto D/s. Tentei dar o meu melhor, não funcionou bem. Ele estava com pressa e sem nenhum tipo de carícia, fui péssima. Ele me afastou e falou: Estou indo embora, amanhã volto, se sentir vontade. Resultado não dormi a noite inteira, me remexendo na cama. Pensando em como  tentar resolver o problema em questão. No outro dia, ele voltou. Começamos tudo de novo... E no final nova frustração. Ele simplesmente se levantou me mandou para a porta e lá vieram as chicotadas, uma delícia, diga-se de passagem. Mais nada além disso. Ficamos nessa história por quatro dias. Voltei pra casa com sérios pensamentos de desistir dessa história de submissão. Quando acesso minha rede social, nova surpresa, ele já havia tomado outra submissa e falado que a anterior não valia um centavo. Para piorar a situação, ele ainda possuía minhas senhas. Com isso perdi meu blog, minha comunidade e minha rede social. Tudo de uma vez só. Minha sorte é que angariei amigos fiéis no meio. Com isso consegui recuperar o que era importante. E depois do afastamento dele, os amigos e amigas começaram a me contar o que corria nos bastidores. Levei um bom tempo para me reestruturar. Mas não abandonei meu perfil e nem meus amigos. Fiquei esquiva as investidas de Dominadores até conhecer o que foi meu Dono e que conseguiu varrer de uma vez por todas aquela sombra do meu espírito. Sou muita grata a ele por isso e por todas as experiências que me proporcionou. Em resumo foi mais ou menos isso que aconteceu. Quanto ao Dominador que me salvou, isso também é assunto para outro post.... Aguardem as cenas do próximo capítulo.

6 comentários:

{princess kitty}龍戦士 disse...

Olá!

Te encontrei por acaso em um blog em comum, e vim te conhecer.
Acabei de ler esse seu relato e fiquei muito impressionada.
É realmente lamentável que coisas assim aconteçam ( e acontecem) todos os dias no BDSM.
Excelente relato, que sirva para ajudar a esclarecer muita gente.
E parabens pela sua força em superar!

Miaubeijos e boa sorte sempre querida =^.^=

Yasmin disse...

Obrigada pelo comentário...

Continuo aqui!!

Beijos

Anônimo disse...

Olá, Yasmin.

Sou sempre leitor de suas palavras e fico aguardando os tais próximos capítulos. Só não faço mais pq a internet anda me boicotando...

E que os próximos capítulos sejam mais felizes!

Um beijo,
Andre.

Yasmin disse...

Eu espero que sim Andre.

Desejo realmente que os próximos capítulos sejam melhores do que os anteriores...

Beijos

Yasmin

JANUS DOM disse...

PASMO!

Como esse mundo é pequeno e dá voltas!

Se for o que eu penso, estive em tua iniciação!

Te encontrar 5 anos depois realmente e´coisa do destino.

Janus.

Yasmin disse...

E que destino!!

Um presente e tanto pra mim Sr tenha certeza disso.

Beijos