terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sabes??? (Escrito para alguém muito especial)



Sabes o quanto esperei por amor?
Sabes o quanto desejei desesperadamente
um alguém que me estendesse a mão?
Que pudesse ler meu ser só no olhar?
Que despisse minha alma e
soubesse dela cuidar?
Não, não sabes.
Nem tem porque saberes.
Andas por aí à procura de quem te faça feliz,
de quem te satisfaça e não olhas para
quem está sempre presente, mesmo distante.
Não sabes o quanto me importo
e o quanto me preocupo.
Mantenho o silcêncio porque de nada
adianta te contar esses detalhes.
Preferes lidar com quem não
conseguirá ultrapassar teus muros.
E eu só observo de dentro deles.
Forcei a entrada e percorro teus becos escuros,
teus esconderijos da luz.
Conheço tua predilição pelas trevas.
Por ti superei meus medos.
Antes as trevas e seus habitantes me assombravam.
Faziam que com fugisse, agora os observa à distância..
Não permito que se aproximem.
O único que pode prefere caçar presas inofensivas.
Sou tida como a amiga, aquela a quem contas
segredos e até mesmo conquistas.
Incentivo a que continues, quem sabe
encontres o que tanto buscas...
Não vês a lágrima, porque não permito que caia.
Não notas meu distanciamento.
Claro que não, me vês sempre como a nobre amiga.
Emudeço por momentos, reagrupando meu ser.
Nisso me tornei exemplar, para não te perder.
Prefiro o silêncio ou as brincadeiras entre amigos.
Sigo meu caminho mas a esperança
de pertencer já não existe mais.
Só a doce lembrança,
o doce desejo do não satisfeito.
Permaneço no teu reino, nos teus domínios
como sombra ou fantasma,
a cuidar que tudo saía do modo como queres.
Virei escrava sem Dono e
sem a possibilidade de pertencer a outro.
Tua presença marcante me faz recuar
a cada investida, sem que saibas...
Procuro tua imagem por todos os cantos
e assim me trancafiei sem que soubesses,
ou mesmo notasses, meu ser em teu reino.
Logo chegará o dia em que serei expulsa daqui.
Porque tua busca findará (será mesmo?).
Mesmo com o coração dilacerado e
a alma em frangalhos, sairei daqui em paz
por saber que enfim estás feliz.
E eu?
Observarei tua felicidade e satisfação de longe.
Sabendo que algumas pessoas tem o destino
de pertencer sem nunca haver pertencido.
Mas levarei em mim tua marca indelével
e a cada vez que te vislumbrar ou mesmo
que eu pense em ti, ela pulsará em mim... sempre!
E tu sabes pra quem me entreguei assim?

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