terça-feira, 25 de novembro de 2008

Inferno... Paraíso



Atormentam minha alma visões
do Paraíso e do Inferno.
Procuro levar minha existência
de forma a conter essas visões.
Nesse momento, o Inferno blasfema.
Urra, geme e tenta me levar de roldão.
Permaneço em silêncio sendo espreitada por demônios,
que ao menor descuido irão me aniquilar.
Procuram de todas as formas destruir tudo
e todos que amo, nada importa.
Usam minhas fraquezas querendo me enlouquecer.
Quando estou a ponto de entrgar a alma...
Tudo cessa, imobilidade total toma conta de mim.
Nessa hora o paraíso se personifica em um semblante.
Distante e misterioso, meu íntimo vibra e não sei
de onde ressurge minha força, meu desejo de viver.
Ainda miro os demônios, mas o medo não faz mais morada aqui.
Aquele semblante, aquele corpo me chama.
Reconheço meu destino, simplesmente me jogo ao chão.
Entregue e de cabeça baixa, pois o Paraíso é resplandecente.

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