sábado, 14 de abril de 2007

Sentir



Estamos separados por quilômetros de distância.

E mesmo assim em alguns momentos fugidios sinto tua presença.

Como isso é possível?

E mais por que não me libertas dessas correntes?

Por que em meus sonhos és sempre o personagem central?

Rendo-me ao teu ser a cada vez que te percebo.

A cada vez que ouço um murmúrio teu.

Essa distância afeta meu discernimento.

Tento de todas as maneiras esquecer-te, mas é tudo em vão.

Devo estar ensandecida.

Só isso explica essa necessidade, essa ânsia por ser tua.

Percorro caminhos solitários, mesmo quando cercada de pessoas queridas.

Meu despertar é amargo.

O corpo quer dormir e se entregar ao sonho,

a mente expulsar-te de dentro dela e

o coração sangra sem parar,

batendo ao compasso do teu nome.

Por vezes meu leito serve para o encontro de corpos.

Permaneço em silêncio, com medo de chamar teu nome.

Permito que outro me toque e deixo o corpo

tomar conta e tentar saciar minha fome.

Quanto mais me dou menos sinto que sou eu.

Nesses momentos me fecho pra ti.

Não quero que sintas o quanto tua ausência me afeta.

O quanto me desespero nessa solidão maldita.

Por favor, liberta meu coração e minha alma!!!

Deixa-me amar outra vez.

Deixa que eu me sinta viva viva mais uma vez.

Ouvir tua voz é um suplício, uma tortura que acaba comigo.

Mas ao mesmo tempo não posso me esconder de ti.

Essa vida é uma loucura.

E eu me deixo cair nesse buraco chamado sentir.

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