segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fato

Em algum lugar do tempo e espaço houve um amor tão forte e belo que 
ainda o sinto em meu peito.

Mesmo agora onde só há cinzas esse sentimento faz sua morada. 

Estranho sentimento e menosprezado, mesmo assim perene e sólido. 

Vagueio por lugares, mundos e espaços, sem eira e nem beira.

E lá está, pulsando e pedindo atenção.

Finjo não notar...

Mantenho a cabeça erguida, seguindo em frente.

Não ouso parar e sentir mais do que já sinto.

Em alguns momentos penso não ter alma, espírito, coração mas dos confins do meu próprio ser vem o grito desse sentimento.

Automaticamente levo as mãos aos ouvidos, na tentativa pífia de não ouvir...

Mas o grito é insistente e sinto sua vibração.

Sinto as lágrimas percorrerem o rosto, as arranco de mim., sigo um caminho qualquer.

Digo a mim mesma que não importa mais.

Que tenho de ser forte e suportar a dor.

Quando percebo estar mentindo para mim mesma.

Fazendo jogos mentais para simplesmente manter-me em pé.

Desisto, sento e deixo vir à tona toda a dor e tristeza.

O único som que me acompanha é do meu pranto.

Não há gritos ou maldições, somente tristeza.

Vazio, que é preenchido por esse sentimento.

Quisera não ser assim!!!

Quisera não ser eu.

Mas é impossível.

O pranto aos poucos vai acalmando até restar soluços que me embalam e levam para o sono.

Não sonho.

Não pesadelo.

Somente o vazio e o amor dialogando, no intuito de manter-me sóbria.

E aos poucos sorrio, um sorriso triste e aceito o fato.

Sigo qualquer caminho.

E assim tem sido...

E será!


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