segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pensamentos...

Estou revoltada comigo! Muitas vezes estive em guerra comigo mesma. Admito que perdi e feio. Admito que estar em qualquer lugar tem sido muito difícil. Admito também que implorar por amor é doloroso e de nada adianta. Aqui no meu canto vejo tudo ruir. Esperanças jogadas ao vento. Por um coração idiota como esse que tenho no peito. Agressões vão me destruindo. Dedos em riste vão fazendo de tudo para me derrubar. E por que ainda insisto? Nem eu sei a maldita resposta. Será que sou autodestrutiva? Provavelmente. Mas por incrível que pareça acredito nesse sentimento. Acredito que as pessoas possam amar de verdade. Agarro essa esperança com unhas e dentes. Mesmo sendo castigada constantemente por isso. E aqui falo do amor no geral, de mãe para filho, de irmã para irmão e assim vai. Claro que também falo sobre o amor entre um casal. Todos buscamos por esse tipo de sentimento. De amar e ser amado. Mas será que todos sabemos amar? Será que para que um se sinta bem é justo diminuir o outro? Que tipo de energia isso gera? Que tipo de troca pode vir dessa atitude? Amor se baseia em parceria, respeito, confiança e amizade. Parece simples, não é mesmo? Se é tão simples por que nos machucamos constantemente? Por que atacamos e reagimos? Vivemos um ciclo vicioso? Quem terá forças para quebrar essa energia? Para mudar o rumo, para sorrir em meio às lágrimas ao se lembrar do sorriso, do cheiro e da forma que o outro ama? Só assim conseguimos manter a esperança em nós e no futuro. Não é uma tarefa fácil. Exige dose imensa de paciência e de amor a si mesmo e ao outro. De passar por cima de palavras duras, de ressentimentos que pesam, mas que não são o cerne do que se sente. Algumas vezes não é possível se passar por cima, então devemos admitir que acabou. É sempre um momento delicado e triste. Mas se ainda sente carinho, se sente falta do outro, se quer que o outro seja feliz, ainda existe amor, ainda talvez haja uma chance. Esgote todas as possibilidades para não se arrepender. Acredito que o pior na vida é o Se e o Talvez. Prefiro um milhão de vezes quebrar a cara, sair arrebentada, tendo de juntar meus pedaços a ficar me dizendo: Se eu tivesse feito isso o aquilo. Talvez eu... Arco com as consequências de ser assim. Muitas vezes me sinto tão desamparada que nem os remédios que tomo parecem fazer efeito. E sei que não há culpados fora eu mesma. Cada um dá o que tem, o que sabe e o que sente. Nada além disso.

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