sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Indagações


Já se deparou com a sensação ou impressão que nada, absolutamente nada do que faça irá mudar a imagem que alguém tem de você? Que mesmo se esforçando para demonstrar quem é, realmente, o outro prefere lidar com o que pensa conhecer de você? É algo estranho. E por mais que se faça ou que se tente fazer nunca dá o resultado que se espera. De repente você se pergunta: O que o outro quer de verdade? A resposta: Silêncio e distanciamento. Em algum outro momento dessa vida, admito, que estaria em prantos e me achando o pior ser do universo, agora, bem, eu tento mostrar quem sou. Se não adiantar, fico na minha. Muitas vezes o melhor é mesmo o silêncio. Ando me sentindo afastada de tudo. E na verdade não quero sair de onde estou. Ter de me encarar todos os dias, sabendo quem sou e o que quero, tem me feito refletir sobre várias coisas, presentes e passadas. O passado, hoje, me serve como um espelho, onde vejo refletido tudo que passou, não sinto mais dor. E isso é bom. Sinto uma certa paz. Essa quietude que tem tomado conta da minha alma no começo me era completamente estranha. Eu que sempre fui de gritar, esbravejar, resmungar, brigar, me calo, me centro e tento analisar o que está acontecendo. Claro que não é fácil. As vezes ainda sinto vontade de berrar, mas minha boca se mantem fechada. Sei o que quero. Entendo perfeitamente que nem tudo é como queremos. Mas, acima de tudo, acontece o que tem de acontecer. Fatalismo? Não! Realidade. Não sou perfeita e nem uso a máscara da perfeição. Tenho me livrado das minhas, descobri que eram muitas. Isso me assustou no começo. Analisando,entendi que foi um meio de sobreviver. A vida tem me dado lições duras, ásperas e muitas vezes com um gosto amargo. Refazer passos não é tão simples quanto pode parecer. Cheguei até um ponto,quando percebi que não poderia mudar o que já havia passado. Então deixei o passado no lugar dele e segui em frente. Não estava nos meus planos imediatos me apaixonar ou algo assim, mas parece que a vida gosta de brincar conosco. Bem, não posso negar o que sinto e também não quero isso. O que vai acontecer? Não faço a menor ideia. Isso é algo perturbador. Mas sentimentos não necessitam de explicações. Eles simplesmente acontecem. Racionalizar tudo não dá certo. Usar de ponderação sim. Saber que hoje se tem algo e amanhã não mais, pode ser um exercício de desapego. Amar alguém é acima de tudo, penso eu, saber que esse alguém tem o direito de ficar ou ir. E que por mais que se queira que o outro fique, a escolha é dele. Faço as minhas, posso demorar ou não ser tão clara quanto a elas, mas as tenho. Não mudo de sentimento como quem muda de roupa. Não deixo de gostar de alguém em um estalar de dedos. Aprendi que por mais que ame alguém, esse mesmo alguém tem sua própria vida. E mais não é sempre que quer compartilhar dela comigo. Entender isso deu um nó na minha mente e meu coração me pareceu que não iria suportar. Mas suportei. Liberdade é a chave. Amar é ser livre. Alguns dirão que é um paradoxo. Só posso responder que: Cada um ama ou pensa que ama do seu jeito. Isso pode ser considerado uma verdade universal? Claro que não. Afinal todos querem ser os donos da Verdade. Mas será que estamos ou queremos estar preparados para ela? Será que conseguimos nos despir do que pensamos ser a verdade? Não faço a menor ideia. Sigo por aí com o que vislumbro dela. E mesmo isso pode estar equivocado. Algum problema? Acredito que aos poucos os véus vão caindo. E que um dia saberemos a Verdade sobre o Amor. E sobre todo o resto. Porque na minha singela concepção, Amor e Verdade, estão unidos. Andam pela mesma estrada rumo as estrelas. Indo e voltando delas e nos dando pequenos vislumbres do que eles são realmente. Por que isso acontece? Talvez porque ainda não tenhamos capacidade de entendê-los... Ou o que pode ser bem pior, já sabíamos e nos deixamos enganar por tudo que é mais fácil e cômodo... O que está mais a mão. O que nos é mais conveniente. E por aí vai... Meus pensamentos agora estão distantes de mim mesma.

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