sexta-feira, 7 de junho de 2013

Analisando


Já se encontrou alguma vez em uma situação que não sabe definir o que sente ou não? Ou melhor verbalizar o que está em seu coração? Pensei que isso já tivesse acabado. Que não passaria mais por essa sensação de perder o chão. Como diabos isso foi acontecer? Estava quieta no meu canto. Foi algo natural. É natural. O que me assusta é essa confusão de sentires. Há momentos em que estou de coração aberto, me deixo levar pelo que sou, falo de mim. Em outros momentos me sinto completamente perdida. E pasma. Querendo encontrar uma rota de fuga. Uma saída. Meus medos praticamente me ensurdecem. Perco a linha de raciocínio, o que não é usual em mim. Fico com raiva. A primeira reação é correr e esconder. Esconder? O que? De quem? Esconder-me de mim. O que sinto. Não posso admitir. Essa loucura que toma conta do meu ser e do meu tempo. Passo horas a admirar. E outras tantas a negar. Procuro manter a mente funcionando. Dizendo a mim mesma que estou entendendo errado. Que esse sentimento é derivado da amizade. Nada além disso. Fecho os olhos. Respiro profunda e suavemente. Calma! Isso mantenha a calma! De repente me deparo com o espelho. Fico a me encarar, os anos estão passando. O tempo não volta. Ele segue seu próprio ritmo. Talvez o amanhã não exista. Então por que me nego a aceitar o que sinto? O que tenho a perder? Tudo, minha mente grita em meio aos devaneios do coração. De repente sou golpeada pela minha autocrítica com movimentos rápidos e certeiros, ela me demonstra a insanidade da situação: Ainda não aprendeu que sonhos são só sonhos? Já não quebrou a cara muitas e muitas vezes? Lembre-se das vezes em que confiou em alguém. Lembre-se das vezes em que amou. E o que aconteceu mesmo? Claro que você se lembra das vezes em que chorou até não ter mais lágrimas ou ânimo para isso. Se lembra também de quantas e quantas vezes voltou pra casa pior do que antes. Então por que vai querer se machucar de novo? Ah sim! Não esqueçamos que de repente tudo não passa de palavras que você interpreta como quer. No tom que quer e nas cores também. Sua zona de segurança está debilitada. Hei está me ouvindo? Então respondo: Não... Mesmo sabendo disso tudo, não resisto. Quero me sentir viva outra vez. Poder sorrir e chorar. Saber que alguém se importa e está por perto. Se depois me machucar. Paciência, será mais uma cicatriz. Cerro os olhos para não ver refletido o medo que paira em meus olhos. Mesmo sabendo da possibilidade de me machucar, quero tentar. Quero arriscar. E se não valer a pena? Respondo se não der o primeiro passo como direi se vale ou não a pena? O medo tem de servir como um aliado agora. Se depois a dor for muita, volto para casa. Volto para minha zona de conforto. Terei de me reagrupar. Mas, sabendo que ao menos tentei... Que não fugi. Estou me entregando ao que esta acontecendo em mim e lá fora... Seja os que os Deuses quiserem.



Um comentário:

LeandroFalcoN disse...

Estou encantado com o fator de ser uma mulher inteligentissima e relatar brilhante e emocionalmente ,especiais textos em seu admiravel blog.

Estou com a idéia também em fazer um texto para nós.
Espero um dia podermos estar escrevendo junto,um texto ou quem sabe um livro...

Sonhar não custa nda,quando o sonho é tão real,mergulhei nessa magia era tudo que eu queria,para esse carnaval.