sexta-feira, 1 de março de 2013

Necessidade



Disseram me uma vez
que sou sombria.
Não respondi 
nem pensei sobre o assunto.
Segui a lua e as estrelas
a procura não sei de que.
Ninguém aqui para que eu abra meu peito.
Fito a noite com insistência
Sabendo que meu amado a permeia.
Infernal necessidade.
Paraíso perdido.
Por vezes me rebelo
E permito que outros corpos me toquem...
No final o gozo é momentâneo e fugaz.
Volto pra noite... Grito e me desespero.
A loucura bate à minha porta.
Sem pensar permito sua entrada.
Então meu corpo é tomado por ele
Reconheço seu cheiro, seu hálito
Estou entregue a esse êxtase.
Somente ele tem o encantamento
que me satisfaz, que me arrebata.
Agarro seus cabelos.
Sacio minha sede nos seus lábios.
Encaixe perfeito
Então ao olhar novamente
Só me resta a noite...
Talvez por isso
Digam que sou sombria...

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