terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nada e Tudo ... Tudo e Nada


Estou no meu limite. Essa dor que não cessa. Essa agonia que não me deixa respirar. Meus sonhos hoje não são nada... Nem mesmo pesadelos tenho mais. Estou perdida em algum lugar que não sei onde é. Não sei como cheguei aqui e muito menos como sair desse umbral. Tudo aqui é cinzento. Tudo pálido. Meus sorrisos aos poucos vão sumindo. As lágrimas nem as sinto mais. O sofrimento me faz ver que realmente estamos sozinhos. Que nada nem ninguém pode ajudar ou qualquer coisa do tipo. Onde eu perdi minha vida? Em qual maldito buraco eu a escondi? Não sei. E nem consigo refazer os passos. E também não vale a pena. Tudo é por nada. Queria desintegrar. Ser realmente impermanente. Não sobrar nada de mim. Nenhuma lembrança. Nenhuma memória. Nada. Auto piedade? Pode ser, nem ligo para o que os experts dizem ou pensam. Nenhum deles está aqui dentro desse ser que não entende porque está aqui também. De que valem palavras bonitas? Poemas e mais poemas? De nada. Tudo vale nada. O amor é um brinquedo frágil que se quebra na primeira oportunidade e as vezes nem precisa de um empurrãozinho, só um descuido e pronto lá se foi o tal amor. Já faz tempo, muito aliás, que percebi que o que vale é o tesão do momento, aquela tara que como veio passa. Depois queremos ser mais que animais! É tragicômico. Mas algo dentro desse enorme nada ainda persevera. Contra todas as expectativas, contra todos os alertas do tempo esse maldito ser ainda tem esperança. Aliás queria saber quem foi que inventou essa tal esperança. Dizem que foi a única que restou da caixa de Pandora... Por que não foi a primeira fugir e não voltar??? Por que penso que no fundo essa tal Esperança gosta é derrubar seres como eu. Refiz meus passos vezes sem conta para tentar entender onde diabos falhei. E até agora não sei. Queria ser como o Homem de Lata que não tem coração, mas sem encontrar o tal Mágico de Oz. Passaria por isso que chamam de vida bem melhor. Essa dor que massacra meu peito está me levando à loucura. Não nego que por muitas vezes me passam zilhões de pensamentos macabros. Mas por isso ou aquilo os deixo ir embora como vieram. Por que alguém tem que ter tanto sentimento dentro de si? Será por isso que alguns bebem tanto ou fazem outras tantas coisas sem sentido? Em compensação esse ser aqui, só consegue escrever e não é sempre. Quando a dor é muito grande me faltam palavras. Quando estou encarando o abismo somos só eu e ele! Se acreditasse em algo como um inferno, aliás acredito sim, ele está encerrado dentro de mim. E nunca ninguém se perguntou onde estão meu purgatório e muito menos o paraíso. O purgatório por vezes se apresenta em dias não tão cinzentos, mas o tal paraíso me foi roubado. Nunca nem sequer estive próxima dele. Estou cansada de não ser nada e sentir tudo. As vezes fico aqui calada ou fingindo fazer algo só para não entrar nessa rede de sensações. Tenho me negado a sentir. Juro que tento mas sou fraca. Tudo me toca. Tudo é nada. E o nada machuca, faz sangrar e me faz querer desistir. Então o Tudo volta. E eu fico possessa. Não quero sentir, não quero sonhar, não quero Nada!! Abarcar Tudo em Nada tem sido a minha existência... E por vezes queria só ser alguém normal... As vezes queria não ser eu... Mas aí o que seria eu? Tudo e Nada... Nada e Tudo.  Ou seja voltaria para o começo dessa coisa que chamam vida ou sei lá o que...

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