sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Somos caos



Nós subvertemos a ordem.
Não queremos nada do que está aí.
Nem mesmo do que vem do passado.
Que nos chega deturpado por visões bizarras
de homens que perderam o dom do gozo.
Queremos a liberdade de sermos o que somos.
De andar pelas ruas com a cabeça erguida.
Oferecendo e recebendo o prazer.
Sem desculpas idiotas.
E sem pudores que não são nossos.
Nossas mãos tem ânsia pela arte.
Nossas mentes querem dar saltos quânticos.
Não precisamos de autoridade.
Não precisamos de hipocrisias que nos fazem rir.
Nada queremos com templos fora dos nossos corpos.
 Nossos cânticos são urros de prazer e de dor.
Dor e prazer.
Levem os que acreditam para o inferno.
Levem!
Os que por ventura acreditarem
em paraíso vão também.
Queremos o mundo.
Selvagem.
Insano.
Sem barreiras.
Deuses?
Se eles quiserem estar
entre nós que venham.
Mas se nossa animalidade
os chocar que fechem os olhos.
Que sigam seus caminhos.
Queremos simplesmente existir.
Sentir.
Pulsar.
Viver.
Somos universos inteiros
necessitando de expansão.
Rodopiando entre estrelas.
Sendo supernovas.
Crescendo e encolhendo
em nosso próprio ritmo.
Não precisamos de permissão.
Somos a permissão.
Pecado!?
Desconhecemos essa palavra
que foi impingida como
uma rédea, um freio.
Roemos a mesma e cuspimos
aos pedaços rindo desafiadoramente.
Não porque queremos guerra.
Só pelo prazer em ver aqueles
rostos duros se retorcendo,
as mãos crispadas.
O que se passa naquelas mentes?
Tão fácil de ler.
Tão patético!
Eles ponderam se devem nos trucidar,
se devem tentar nos fazer curvar.
Que tentem.
Somos livres.
Mas lá vai um aviso,
o barqueiro ainda trabalha,
não se esqueçam dele.
Então o medo assola seus olhares
e procuram se refugiar,
dizendo que somos loucos
e correm de volta ao seu carrasco.
E seguimos em frente rindo.
Sabemos o que vão encontrar.
O carrasco dos seus próprios medos e desejos.
Tudo conspira contra eles e nós?
Rimos e seguimos
expandindo nossos corpos universos.
Nos consagramos. 
Nos entregamos a outros corpos universos.
Criaremos seres mágicos.
Porque a Magia escorre e corre por nós.
Somos Caos.
Estamos no Caos.
Aqui onde o que vale é
nossa vontade,
nossa linguagem,
nossos termos.
O riso é esbanjado.
O vinho é bem vindo.
E cada um de nós sabe ou
intui o que vem a seguir.
E assim subvertemos a ordem.
Essa coisa chata criada
simplesmente para nos calar,
nos enquadrar.
Ela já não existe mais...
Sigamos em frente.
Brincando nas
cordas bambas,
nos teatros,
nos mares e
nos lares... 
Somos caos...


Um comentário:

La Rosa Carla disse...

Bem isso mesmo Neith!!!!