sábado, 16 de junho de 2012

Etapa

Não quero um pouco, quero tudo! Não quero só luz quero as trevas também
Essa coisa de ser sempre boazinha não é pra mim.
Sou gente, tenho bons e maus momentos. Gosto e não gosto de muita coisa.
Meu silêncio nem sempre é por concordância. Na verdade é para não imputar um julgamento ao outro.
As coisas simples me atraem, a noite é minha companheira.
Magia pra mim é tudo que se move. E não nomes esdrúxulos que na maior parte das vezes de nada servem. Sou rebelde as vezes e em outras sou um cordeirinho.
Posso ser uma lady com todos ao meu redor. Mas com VOCÊ e pra VOCÊ quero ser a mais impura e insana.
Nada de fingir que não quero estar na sua cama. Isso não me cai bem. Já passei da idade para esse tipo de jogos. Assumo o que quero e arco com as consequências. Aliás adoro arcar com elas.
Adoro olhar para o meu corpo e ver as marcas... 
Mas principalmente poder senti-las isso me faz um bem enorme.
Redescubro meu lugar e suspiro em perene aceitação e alegria!
Admito que isso nem sempre é fácil e tão pouco acontece sempre. Estou em uma nova etapa.
Ainda tentando me entender e entender tudo a minha volta. As vezes bate um desespero danado.
Dá vontade de jogar tudo pro alto e fugir. Não encarar quem está ali na minha frente.
É uma reação normal por mais que parece antagônica.
Sou feita de medos, erros, aceitações e negações.
Carrego em mim a luminosidade mas também a escuridão. E não quero escolher entre as duas.
Porque tanto uma como a outra me completam, me fazem sentir quem sou.
Quando me entrego aos atos mágicos que me cercam, não fico questionando se isso é branco ou preto.
Até porque pra mim magia não tem cor, ou não um fixa. Assim como a vida. Hoje estou violeta, amanhã posso estar verde.
Tudo depende muito de como vou acordar ou de quando irei dormir.
Minhas insanidade e sanidade se completam.
Liberto-me quando estás aqui.
Quando sei que me percebes.
Mesmo quando fazes questão de dizer que sou só mais uma. Mas oras sempre somos mais um na vida de alguém. E sinceramente prefiro ser mais uma do que não ser.
O perigo me fascina. O mistério faz parte da minha natureza assim como da sua.
Embora o medo por vezes me paralise não é sempre que acontece.
E quando dou por mim já falei ou tomei uma atitude inesperada. E assim vou indo.
Não quero nada pela metade. Porque sou inteira sempre.
Mesmo correndo o risco de quebrar, de ruir.
Prefiro isso a me dar e ser  pela metade.
Fingir que sou outra. Não sou.
Essa sou eu, intensa, insana e pronta para o passo seguinte.
E o medo me acompanha. Sempre como um pisca-alerta, me mantendo na rédea de mim mesma.
Piscando freneticamente quando me jogo de peito aberto a essa aventura que é viver, nova a cada dia...

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