segunda-feira, 12 de março de 2012

Rendição

Ele vem chegando de mansinho.
Sinto a pele arrepiar,
os olhos pesarem.
Sim, o sono chegou.
Mas agora tenho medo
de ir para os braços de Morfeu.
Não quero sonhar,
não quero me alimentar de esperanças.
Por que invades meus sonhos?
Quem te chamou aqui?
Não fui eu com certeza.
Ou será que sim?
Esse ser que sorri e ri descaradamente.
Que maltrata minha alma 
sem dó nem piedade.
Não estou resistindo mais
preciso dormir,
mas não vou sonhar contigo.
Não posso entrar nessa roda viva.
Luto desesperadamente contra
e pior não é só contra ti
é principalmente conta mim
Tenho medo do meu sentir.
Tenho medo do meu desejo.
Se continuar por essa estrada
fatalmente cairei no abismo.
Espera! 
Já estou na beirada,
quase caindo.
Dou alguns passos para trás.
Recuo com rapidez
até ouvir tua voz
chamando meu nome
Como resistir?
De onde tirar coragem 
para não me jogar
abruptamente aos teus pés?
Cerro os olhos com força
Tapo os ouvidos
mas, mesmo assim
de nada adianta.
Estou irremediavelmente 
perdida.
E agora?
Não há um lugar seguro
onde me esconder
Pois estás dentro da minha alma.
Como conseguiste chegar aí?
Não faço idéia.
O sono me vence
e sei que estarás 
lá na terra dos sonhos...
O medo acelera meu peito
se ainda fosse só o medo...
Mas são tantas emoções
que despertas em mim
e pareces nem atentar para elas.
Enfim, 
rendida vou fechando os olhos
com teu nome nos lábios...
Mas juro
que não queria isso...
Minto,
quero sim,
quero!!!

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