domingo, 16 de outubro de 2011

Universo BDSM

Como uma mulher vê um Dominador? Vamos com calma aqui. Uma mulher veria um Dom como um carrasco se ela for somente uma baunilha e não gostar das variações existentes no universo BDSM. Mas se por algum motivo ela tiver uma quedinha por fetiches pode vê-lo como o explorador de seu mundo. Como uma submissa vê um Dominador? Aí são outros quinhentos. Vou colocar aqui como EU vejo um Dominador. Antes de mais nada devo esclarecer que ele não é superior a mim. Não é alguém que soturno ou mal humorado. Não é um grosseirão ou mesmo um nazista. ELE é um homem em busca do próprio prazer. Que tem uma postura adequada ao tratar com quem procura também o mesmo tipo de prazer que ele.  Esse Homem já sabe o que quer e como se conduzir e por consequência sabe conduzir a submissa que está ao seu dispôr. Por que uma mulher se coloca nessa condição? O que a leva a isso? Qual o prazer que ela busca? E por que depende dele? Isso em primeira análise. Então vamos a ela: Quando alguém se descobre submissa (o) é um choque, uma verdadeira guerra interna. Depois vem a aceitação ou não. Nessa posição é onde encontra seu prazer e tambem onde aprenderá a se conhecer melhor.O Prazer que se busca não é fácil de descrever, até porque varia de pessoa para pessoa. Não é algo tangível ou mesmo que se classifique em gênero, número e grau. Algumas gostam de velas, outras de chicotes e outras ainda de eletroestimulação.. E por aí vai. Então cada um sabe qual o prazer que quer. A dependência pode ser vista também como confiança, como entrega e amor. Aqui caímos em outra pergunta. A submissa (o) procura um namorado/marido? Bem, o modo mais simples de responder isso seria, depende muito de cada um. Correto? Sim e não. Vou tentar explicar. Nesse universo as regras são bem claras. Há quem manda e há quem obedece. Se por acaso acontece um envolvimento maior. Oras bolas, vá em frente. Até porque senão para que haveria o 24/7? Não é mesmo. Se é isso que ambos buscam, tudo certo. Se é somente um desejo feminino. Aí acredito que a mulher deva parar e analisar o porque dessa decisão. Quais motivos a levam a isso? Será esse o melhor caminho? São questionamentos muito profundos e cada uma terá com certeza uma resposta interna própria. Agora vamos a outra direção. Muito se fala em baixa autoestima, solidão e que tais. Mas em qualquer lugar se encontra isso. No mundo baunilha até mais. Por que? Talvez por não quererem se ver frente a frente no espelho. O que é extremamente doloroso, como bem sabemos. Ah sim muito se fala também que não há mentiras no meio BDSM, sinto dizer que isso sim é uma enorme mentira. Há esse tipo de coisa em qualquer lugar onde hajam seres humanos. O que deve ser feito é manter-se sempre em guarda para não se cair nelas. O que nem sempre é fácil admito. Penso eu que o principal para se reconhecer um Dominador é o quanto Ele é sincero em palavras e gestos. O quanto ELE é seguro de si e dos que o cercam. ELE não é um deus, anjo ou demônio, mas sim um HOMEM, que já conhece seus desejos e medos. Medos sim, todos os temos. Alguns sabem lidar com isso e outros não. Ah sim falamos tanto não diferença entre o mundo baunilha e o BDSM, mas onde fica a linha divisória entre eles? Onde um começa e o outro termina? Na verdade ninguém sabe. E alguém poderia me dizer o por que? Vou dar a minha opinião, nada além disso, não há essa linha. Quando lidamos com prazer, gozo, dor, medo, e todos os outros sentimentos essa linha que tentamos impor se esvai no espaço. E por que? Simples, porque o ser humano precisa sentir, experimentar, vivenciar. E quando desperta já ultrapassou a tal linha invísível. Nossa busca incessante de nós mesmos faz com que tenhamos no sangue a necessidade de extrapolar regras que não fomos nós que instituimos. Se existe um limite entre baunilha e BDSM, não sei, sinceramente. Ao meu ver não há algo assim tão rígido. Tudo depende de como se encara o sexo e a busca pelo prazer. Como saber ou definir um Dominador? Pena que eles não vêem com um cartaz escrito: Sou um Dom! Ou coisas assim, mas isso também acontece com as submissas. Então devemos ir nos conhecendo e conversando, prestando atenção nos pequenos detalhes, um passo de cada vez. Nada de afobação. Nada de precipitação. Acredito que isso valha para ambas as partes. Quanto ao muito e pouco. Tudo depende de como se vê ou melhor se sente esse tipo de relação. Um relacionamento dentro do universo BDSM normalmente é muito intenso, recheado de altos e baixos. De silêncios e conversas. Os envolvidos aos poucos vão percebendo o que o outro gosta ou não. Há no ar um cheiro de magia, de encantamento que só quem vivencia pode saber do que falo. O quanto é muito? O quanto é pouco? Mais difícil ainda respnder essas duas perguntas. Mas posso tentar. O muito, é quando os personagens em questão estão amplamente satisfeitos. E acredite isso não é mal, muito pelo contrário Mas, há um outro lado quando esse muito pode ser desastroso, quando a submissa se entrega e não há o retorno. Quando ela não é cuidada e preservada. O mesmo se dando com o Dominador, quando ele cuida, protege e não recebe a entrega esperada. Ou seja aí algo está errado. Talvez seja hora de encerrar a relação ou dar novos rumos a ela. Quando é pouco? Quando o comprometimento não existe. Quando não existe a honestidade de parte à parte. Quando o jogo não é limpo. Enfim isso pra mim é pouco. E vou ficando por aqui, porque esse texto está enorme.. E acredito que ficaria maior ainda se continuasse a digitar...

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